É com profunda e extrema consternação que escrevo esta nota, porque faleceu neste domingo, dia 16/05/2010, aos 67 anos, vitima de cancer, o maior cantor que tive o prazer de conhecer na minha vida, o grande Ronnie James Dio. O cara que a frente dos vocais da banda Black Sabbath refundou o rock pesado nos anos 80 com o disco Heaven And Hell. Ali nasceu o Heavy Metal propriamente dito !
Ronnie James Dio foi para o Heavy Metal o que Billie Holiday foi para o Jazz, o que João Gilberto foi para a Bossa Nova. Ele foi o precursor e a maior referencia em todos esses anos do modo Metal de cantar; dramatico, emocional; wagneriano como a proa de um navio !
Assim foi o lendario Ronnie James Dio, a voz do Heavy Metal !
A banda Inglesa MUSE estará no Brasil no final de julho, e espera-se bons shows desta primeira tour na américa latina. Hoje inicia sua viagem pelo México, e faz 3 shows no Brasil (Sampa, Rio de Janeiro e Brasília). Sendo que em Brasília fechará o Festival Porão do Rock, que contará com também com o Suicidal Tendencis como atração de fechamento da primeira noite. Além das queridinhas deste blogueiro aqui: Autoramas, Matanza e Mundo Livre S/A, entre outras que são musers desde criancinha como a Pitty (buá buá).
Muse é um power trio que fez de tudo, passando por “cover” do Radiohead (primeira fase), mas se destacou desta pecha e mandou ver nas guitarreiras e efeitos em todos os seus discos. Imperdível, uma das melhores de sua geração. Plug’n Baby é fodástica, mas tem outras por aí…
Eu vou, mesmo que tenha que ficar sentado ao lado do palco. Que gesso de merda.
Só espero não encontrar a Pitty chorando lá…. buá buáaaaa
Em 05 de abril de 1998 morria num trágico acidente de automóvel um dos maiores bateristas do mundo em todos os tempos.
Para alguns, o maior baterista de hard rock dos anos 70, Cozy Powell foi também um precursor do modo “metal” de tocar bateria, sendo um dos primeiros a usar dois bumbos de forma contínua na construção das “levada”.
Sempre muito solicitado em shows e gravações, deixou marcado para sempre na mente dos fãs a intangível sonoridade que extraía do instrumento tocando em bandas antológicas como: Rainbow, Whitesnake, Black Sabbath e ELP, entre outras.
E, com todo o respeito às disposições em contrário, na opinião deste velho batera que vos escreve, é também dele, Cozy Powell, o mais fantástico solo de bateria da história do rock.
Era 1977, Berlin, em plena guerra fria, quando o público vidrado assistia ao início do solo de bateria de Cozy Powell tocando pelo Rainbow, quando de repente, nada mais nada menos do que o grand finale do concerto “1812″ de Tchaikovsky surgiu aos poucos nas torres de som do show e se fundiu ao solo de Cozy.
Para o público berlinense, que a 16 anos convivia com “o muro”, aquela musica, que contava a história de um povo que contra todas as adversidades vencia finalmente o tirano invasor, soou como os sinos da esperança de um dia ver a cidade novamente unificada.
Naquele momento, diferentemente do que podia se esperar de um solo de bateria, Cozy não “concorreu”, não “disputou”, contra Tchaikovsky, ao invés disso, com reverência ao grande mestre e uma notável consciência e domínio sobre seu instrumento, Cozy fez o solo “conduzindo” a música, explorando cadência e contrapontos, Assumindo assim seu merecido lugar no panteão dos deuses do rock.
Há algumas semanas quero escrever sobre dois programas. Como me falta tempo, acabo não fazendo nada. Então antes que eles fiquem famosos demais (ou acabem) vamos olhar esses dois exemplos de (bom) entretenimento inteligente.
Mais famoso, o CQC (Custe o Que Custar) Estreou na rede Bandeirantes há um mês. Comandado pelo veterano Marcelo Taz, o programa traz uma equipe de repórteres, todos homens, com o objetivo de deixar de saia justa, celebridades, políticos e afins. E antes que alguém pense -Ah! Mas o Vesgo e o Silvio já fazem isso!- saibam que os mesmos, também se inspiraram no próprioMarcelo que nos anos 80 com seu personagem Ernesto Varella, fazia o mesmo, por exemplo, perguntando ao hoje deputado Paulo Maluf : “O Sr. é ladrão?”. Vale a curiosidade de que Varella era acompanhado por um câmera chamado Fernando Meirelles (OH! Deus!).
Marcelo Taz divide a apresentação com mais duas novas revelações do humor: Marco Luque paulista, do, (fetiche das noites paulistanas) Terça Insana. confesso ainda o achar meio perdido,tentando se encontrar nos comentários nem sempre engraçados , e Rafinha Bastos, gaúcho, que se apresentava nos teatros nos chamado stand up, ou seja sem personagens, apenas contando histórias e ótimas gags. Além de apresentador, Rafinha grava matérias externas, denunciando problemas públicos(aliás uma das melhores partes do programa).
Além desse trio temos: Rafael Cortez, Danilo Gentili, Felipe Andreoli e Oscar Filho. O primeiro seria a melhor versão de Vesgo, procurando, celebridades e pseudo-celebridades, testando seus QIs num teste de perguntas e se passando por um reporter que mais fala dele do que do entrevistado. Felipe a Oscar aparecem pouco, mas provocam e são indigestos tanto quanto os outros, gerando por exemplo uma “revistada” de Hector Babenco em Oscar, quando este, se sentiu ofendido pelas perguntas. Já Danilo é um deleite. Seu “repórter inexperiente” é o máximo. Como se fosse um novato ele deixa entrevistados como Marcia Goldshmith e Gretchen, totalmente sem graça. Realmente hilário.
O Programa não é original. Tas adquiriu os direitos da versão nacional pelos seus donos argentinos que há mais de 10 anos pertubam os “Hermanos Famosos”.
O CQC tem ido bem e confesso ter assistidos a todos. Um ou outro quadro não é tão bom, ou não fica tão bom em tal dia, mas isso tudo é questão de adaptação.
Aliás o TOP FIVE, em que eles mostram coisas absurdas e bizarras da tv já vale o ingresso. Ou melhor, as horas perdidas na frente da sua tv.
Não tão conhecido e bem mais artesanal é o 15 minutos. Estreando na nova programação da MTV, o programa, apresentado pelo ator Marcelo Adnet é sem dúvida o melhor programa da MTV Brasil.
Apresentado em seu quarto Adnet, fala de tudo que lhe dá na telha. De Venezuela à Orkut, De gírias à celebridades, tudo é motivo para como dizem aqui em Salvador “esculhambação”. Ele tem a companhiade seu amigo Quiabo, um sujeito que é a síntese do jovem atual. Sabe de tud, menos do mundo ao seu redor.
Hoje por exemplo a tiração de sarro foi da rivalidade de paulistas e cariocas com suas gírias e estilos. Usando uma gíria baiana – Foi Massa!
E é claro, as imitações. Adnet, é um dos melhores imitadores que já vi. Desde os clássicos Silvio Santos, até Dinho Ouro Preto e Marcos Mion.
É uma pena que MTV não é de acesso de todos e que o programa seja tão curto, mas quem puder não perca.
No fim das contas , os dois são programas pra rir e pensar. O que em tempos de Big Brother, Zorra Total, e afins é muita coisa. Muita mesmo.
Uma das melhores bandas de rock da atualidade, infelismente ela ficou mais conhecida no país no Rock in Rio III (2001), quando o baixista resolveu tocar peladão.
Loucuras naturistas à parte, o fato é que Queens of the Stone Age, é Rock ´N Roll de primeira qualidade e esse é um dos melhores clips da banda, usando uma tecnologia muito bacana de animação, o clip de “Go With the Flow”, sempre me chamou a atenção, fora que o som é… Yeah!!
Sei, sei. Vocês naõ aguentam mais falar de Carnaval não é? Mas oras, agora que veio a parte boa , acham que não vou relatar?
Bem, terça feira de carnaval, meu último dia de folia. Até porque na quarta ainda há coisas para os loucos ou fanátocos pelo evento, mas para esse humilde observador, e trabalhador, a quarta feira foi o dia de parar e se recompor para começarmos o ano na quinta.
E lá fui eu então, dessa vez para curtir o carnaval do Pelourinho. E devo dizer que ali tive minha redenção. Pra chegar até lá dei uma olhada no circuito do Campo Grande. A única famosa que vi foi Cláudia Leita ainda no Babado Novo, e independente do som o que mas me chamou a atenção foi a beleza da moça. Realmente de cair o queixo.
Passando pelo circuito da praça da Sé (que já havia ido antes), orquestras novamente tocavam em um palco em frente à prefeitura e os trios menores vinham com bandas mais culturais e de raiz. Me chamando a atenção do bloco Ilê Ayê. Apenas negros e negras (lindas por sinal), vestidos com roupas africanas em um ritmo cativante.
Mais cativante ainda é no próprio Pelourinho. Os blocos andam no chão, bandas de rua, tocando e chamando todos para brincar. Mulheres, crianças, idosos, enfim, se há um lugar pra se curtir sossegrado o Carnaval, esse lugar se chama Pelourinho.
Bandas temáticas com pessoas fantasiadas dançando coreografias afro ou de outros ritmos. Bloco de baianas feitas todas com plásticos reciclado(O Bloco da reciclagem), mostrando uma criatividade genial. O Grupo Samba de São Gonçalo, formado na maioria por idosos, dançando frenéticamente um samba de roda, não deixando ninguém parado. E mais bandas e bandas. E os palcos.
Em todos as praças do Pelourinho (da Cruz Caída, Tereza Batista, Quincas Berro D´Água e outras) há música. Começando da tarde até altas horas. Reggae, Pagode, Samba, Marchinha, Afro. Pra todos os gostos, e pra todos os curiosos.
Saí de lá e fui pra casa contente. Apesar de ver muitas coisas negativas, gostei de ter tido a sorte de quase não ver e muito menos participar de qualquer problemas, muito embora eles exitem. Espero que o Carnaval sempre continue com a mesma beleza e algria e criatividade. Mas espero que as pessoas não vejam Salvador só por isso. Há pessoas maravilhosas quer devem ser lembradas e valorizadas sempre.
Como disse bem antes. Não aconselho Salvador pra quem não gosta de Carnaval, mas aconselho para quem é curioso e gosta de saber sobre a cultura de um povo, principalmente em se tratando de um povo histórico. Os baianos.
Pensando em escrever sobre um vilão, resolvi não ser tão alternativo. partindo da premissa do “vilão que adoramos odiar” e dos quadrinhos que mais leio (X-Men), me veio à mente falar de um personagem que de acordo com sua história foi o primeiro mutante da humanidade no Universo Marvel. Antigamente pela própria editora, o primeiro mutante classificado era Namor, o príncipe submarino. Bom mas hoje falamos de Apocalipse.
De acordo com site Wikipedia, a mutante Selene seria a primeira por ser imortal, mas a própria Marvel já se enrolou com o argumento de mutantes imortais, os tais X-Eternos. Eu particularmente considero Apocalipse.
No Egito antigo, uma criança é encontrada por um grupo de nomâdes. Com uma pele acizentada, ela é criada con dureza para aprender que só os mais fortem sobrevivem.
Apocalipse nasceu cinco mil anos atrás no Egito.Totalmente feio e deformado, ele inspirava medo as pessoas. Abandonado para morrer no deserto, a criança foi encontrada por um bando de ladrões e seu líder, Ball, resolveu acolher o garoto e o chamou de En Sabah Nur (que significa “O Primeiro”).
O tempo passou e En Sabah Nur se tornou um invencível guerreiro . O faraó da época, Rama-Tut, mais tarde se tornando o vião Kang. Rama-Tut foi ao passado para tentar encontrar Apocalipse para dominá-lo antes dele se tornar o Mestre Supremo. En Sabah Nur deixa a tribo e é escravizado.Quando seus poderes se manifestaram pela primeira vez, derrata Rama-Tut que volta para o futuro. Desse dia em diante, ele se tornou Apocalipse, planejando a conquista do mundo, onde os mais fortes destroem os mais fracos.
I´m the King of the World!!
Sendo adorado como um Deus, ele cria para ajudá-lo em seu plano, um deles o Sr. Sinistro, até hoje ele acredita que os mutantes vão governar o mundo. Apocalipse já participou de várias sagas (ou como são chamados hoje, arcos de histórias), entre elas:
A criação dos quatro cavaleiros doApocalipse, entre eles, o Anjo dos X-men, quando esse foi torturado e teve suas asas arrancadas, aceitou a reimplantação de asas metálicas, tornando-se assim o cavaleiro Guerra
A infecção do filho de Ciclope e Madelyne Pryor com um vírus tecno-orgânico, criando assim o vilão Conflyto e o herói Cable.
A saga “Os Doze”, onde reuniiu os 12 mutantes mais poderosos com o intuito do domínio sobre a terrra.
E para mim, uma das mais interessantes. “A Era de Apocalipse”. Após uma mudança temporal acontecer no passado, alterando a relidade presente, Apocalipse, se torna o mestre supremo, escravizando e dizimando grande parte da humanidade emprol da soberania mutante. Essa saga se estendeu a todo o Universo Marvel, se tornando muito interessante, ver versões de heróis e mutantes em uma Terra acabada, tal qual Mad Max.
Atualmente,após quase todo o fim dos mutantes , na saga Dinastia M, Apocalipse, sugeriu uma aliança suspeita aos X-Men.
Sabe o que é melhor do que assistir a um bom filme? Assistir a um bom filme, quando nada se espera dele. Ser surpreendido por uma boa história, e isso o cinema europeu consegue de sobra. Lembrei-me de um grande filme (que inclusive levou a estatueta do Oscar de filme estrangeiro daquele ano).
Mediterrâneo (idem, 1992) do diretor Gabriele Salvatore, é um exemplo claro de um filme, que emociona sem ser piegas, diverte sem ser escrachado e entretem. E muito.
Oito soldados, são deixados em uma ilha grega, a princípio vazia, e em uma trapalhadado governo italiano, lá eles são esquecidos. Para alegria dos soldados (e nossa), a ilha não é tão desabitada e eles têm começam a se relacionar com as pessoas e com o lugar.
Com personagens caricatos como o sargento atrapalhado Nicola Lorusso (Diego Abatantuono), o tenente Raffaele Montini (Claudio Bigagli), que na ilha se inspira para pintar, e o soldado Antonio Farina (Giuseppe Cederna), que se apaixona perdidamente pela prostituta local Vassilissa (a belíssima italiana Vanna Barba), e luta pelo seu amor. O filme é uma daquelas obras que quando finalizada te deixa com um sorriso no rosto.
Independente do bom humor, do singelo retrato do dia a dia, da paisagem belíssima, Mediterrâneo mostra algo mais.
Mostra que independente do tempo as pessoas só querem paz e sossego. Piegas não é? E é mesmo!
Os soldados isolados em uma ilha com o tempo se esquecendo da loucura a que estavam metidos e com a chance de recomeçar em um lugar perfeito com pessoas boas e com a chance de uma boa vida em um lugar simples, não precisam de mais nada.
Ou seja, quando você estiver pensando naquele fim de semana em ir para a praia ou mesmo ficar em casa longe da loucura, assista Mediterrâneo. Além de boa diversão, terá um significado para uma vida simples. E boa.
Aproveitando a cerimônia do Oscar desse ano vamos unir várias coisas:
Ele já ganhou um prêmio pela melhor canção do filme Garotos Incríveis (Wonder Boys)Já lutou pelo direito do boxeador Rubin Carter, que teve sua história transformada em fime em 1999 com Denzel Washingtom, Hurricane. E atriz Cate Blanchett, concorreu o oscar interpretando o cantor-compositor-poeta em questão.
Não preciso falar mais nada. Bob Dylan é o feixe da semana. Hurricane é a música da vez!