lanterneiros.com.br

Apagão aéreo, o outro lado da história.

Por Mauro Moreira.

Ao contrário de ser a panacéia aos recentes problemas da aviação civil, a desmilitarização do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro pode na verdade se converter apenas numa total perda de tempo, de muito dinheiro público, e ainda levar a mais dor de cabeça aos usuários civis do sistema. Nesse sentido, independente do tom irritadiço, das posições políticas, e do espírito de corpo, é preciso rever, para o bem do bom senso, mais atentamente as “entrelinhas” da manifestação do Brigadeiro Ivan Frota, tornada pública ainda em novembro último e que republico no final dessa matéria. Mas para isso, e antes disso, cabe a mim, situar o leitor menos inteirado no assunto, sobre algumas questões.

O Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro, desde o seu início, foi projetado e desenvolvido através de décadas como um sistema unificado, ou seja, funciona tanto para monitorar os aviões militares quanto aos civis, das companhias aéreas. As razões para isso não foram outras senão diminuir os custos e aumentar a eficiência desse gigantesco sistema que cobre uma área maior que a Europa.

Bastaria uma análise fria de alguns fatos para que qualquer pessoa de bom senso percebesse a inviabilidade da “duplicação” do sistema, pois seria necessário investir “novamente” algo em torno de $1,4 bilhão ao longo de anos, além, da necessária contratação de mais controladores para concretizar esse segundo sistema que surgiria exclusivamente civil.

Se não bastasse, há que se olhar às experiências de desmilitarização que ocorreram no mundo, nada animadoras, quando temos como referência a Europa e os EUA.

Lembremos das freqüentes greves de controladores(civis) de vôo na Europa levando ao caos total do tráfego aéreo de passageiros e cargas, deixando a sociedade e as empresas reféns das pretensões salariais de controladores de vôo que já ganham hoje E$8.000,00 (ou R$22.000,00). Cerca de 10(dez) vezes mais o que ganha atualmente um controlador de vôo no Brasil, e que em última instância, é custo pago pelo usuário final.

Já no âmbito militar, vale lembrar o igualmente caos criado no sistema americano pelos ataques de 11/09/2001, quando os militares não conseguiam ter as informações do sistema civil e agir em tempo hábil, porque os sistemas lá não são integrados como no Brasil. Nesse caso, até que ponto não seria comprometido o trabalho de interceptação de vôos clandestinos realizados pelo SIVAM – Sistema de Vigilância da Amazônia, uma vez que nossos aviões militares não saberiam de imediato se o “ponto” que aparece na tela de seus radares se trata ou não de um vôo regular?

Por fim, é preciso entender que em momentos de crise de gestão no Estado sempre surgem interesses terceiros que percebem nisso uma oportunidade de fazer negócios e ganhar mercado, e não necessariamente oferecer uma solução adequada à realidade brasileira. Assim, é preciso ler com bastante prevenção as matérias que surgem aqui e ali na mídia enaltecendo as “maravilhas” de uma empresa privada gestora do controle do espaço aéreo, como por exemplo, a empresa suíça Skyguide, que controla mais da metade do espaço aéreo europeu. Da mesma forma, alguns equipamentos dos CINDACTAs, que são de origem francesa, começam agora a ser substituídos por equipamentos nacionais, o que também reacende interesses externos, americanos inclusive, e ressuscita velhos discursos na mídia de que, ser estrangeiro, é garantia de estarmos adquirindo o melhor para nossas necessidades. Como exemplo deste equívoco, cumpre lembrar o recente blecaute gerado por uma falha (ou sabotagem) em uma peça no equipamento de um dos CINDACTA que deixou boa parte do sistema aéreo nacional inoperante por horas a fio, e que por sorte, um técnico responsável (francês obviamente) estava no Brasil, “passeando” em Manaus.

Por todas essas questões se refletirmos com um mínimo de embasamento técnico, sem paixões, sem ranços ideológicos e sem “interesses terceiros”, é possível perceber que é mais fácil e menos custoso desenvolver o modelo já existente do que criar um outro. Ou seja, é preferível aprofundar a “militarização” do sistema, do que desmilitarizá-lo.

Objetivamente, os problemas identificados nessa crise de gestão são:

1º) A incompatibilidade do sistema controle militarizado em conviver com o modelo de “agência reguladora” introduzido com a recém criada ANAC Agência Nacional de Aviação Civil em substituição ao antigo DAC – Departamento de Aviação Civil, que era controlado pela Aeronáutica.
2º) A falta de isonomia no regime de trabalho entre controladores militares e civis.
3º) A falta de domínio e fluência em inglês da maioria dos controladores.
4º) A falta de uma perspectiva de carreira e ganho salarial.
5º) O gargalo criado pelo CINDACTA I de Brasília, que acumula o monitoramento de praticamente toda a região sudeste e seu intenso tráfego aéreo.

Como solução, no curto prazo, o governo poderia custear curso de “inglês instrumental”, que seria voltado especificamente à área, para todos os controladores.
No médio prazo, poderia criar mais 2 CINDACTA na região sudeste, um no RJ outro em SP, para desafogar o CINDACTA I de Brasília.
No longo prazo, o problema de isonomia de regime de trabalho entre controladores militares e civis poderia ser resolvido simplesmente com a exoneração dos controladores civis, que são minoria, sendo substituídos por controladores militares.
A falta de perspectiva na carreira entre os controladores militares, que tem patente máxima de sargento, devido à falta de curso superior, poderia ser solucionada através do ITA, que oferece o Curso Superior em Segurança em Vôo. Obviamente não é possível abrir vagas de imediato para quase 3000 pessoas neste que é o único curso superior do gênero no país, mas no longo prazo, este seria o caminho e a condição para ascensão ao oficialato na carreira de controlador de vôo.
No caso da ANAC, esse parece ser daqueles casos de solução fácil e de “curtíssimo prazo”, porque já há quem peça a volta do DAC, simplesmente em nome dos bons tempos em que embarcar num avião de carreira era tarefa simples como tomar um ônibus numa rodoviária.

Segue abaixo o texto do Brig. Ivan Frota.

DESMILITARIZAR, NÃO!
MAS, SIM, COMPLETAR A MILITARIZAÇÃO!

Nos últimos dias, assistimos a uma injusta e virulenta carga agressiva sobre a administração do Comando da Aeronáutica, inspirada nos atrasos provocados por um movimento grevista inconseqüente de controladores de vôo do CINDACTA I, na circulação das aeronaves que transitavam pelo País.A Aeronáutica Militar merece o respeito e a gratidão da sociedade brasileira por ter criado, organizado e implantado excepcionais empresas e estabelecimentos produtores de serviços e equipamentos de elevado interesse nacional, todos incorporando destacada bagagem cultural de excelência.

Assim, surgiram, para o desenvolvimento científico-tecnológico, o Centro Técnico Aeroespacial (CTA), o Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), o Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE), a Empresa Brasileira de Aeronáutica (EMBRAER), a Companhia Eletromecânica de Motores de Aviação (CELMA). Surgiram, também, para o uso e o controle do espaço aéreo, a Empresa de Infra-estrutura Aeroespacial (INFRAERO), o Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SIPAA), o Centro de Lançamentos de Veículos Espaciais de Alcântara (CLA), o Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB) e muitos outros. Todas essas realizações, de iniciativa exclusiva da Força Aérea, de homens de visão arejada, que legaram ao Brasil um invejável acervo tecnológico.

Somente o SISCEAB, de concepção integrada militar e civil, pioneira no mundo, conta com cerca de 15.000 profissionais de alto nível, que o mantêm e operam por meio de quatro células intercomunicantes regionais. Essas células, os Primeiro, Segundo, Terceiro e Quarto Centros Integrados de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA I, II, III e IV) abrangem a cobertura total do espaço aéreo nacional e de parte do Oceano Atlântico (responsabilidade internacional assumida).

O CINDACTA IV, sozinho, guarnece toda a Amazônia brasileira (5.200.000 km²), incorporando a atividade complementar de vigilância dos céus daquela área (Sistema de Vigilância da Amazônia – SIVAM) e provendo informações eletrônicas, em tempo real, para viabilizar o funcionamento do Sistema de Proteção da Amazônia (SIPAM).

Da lavra da Aeronáutica são, igualmente, o desenvolvimento dos motores automotivos a álcool e a gás natural, de ligas metálicas super-resistentes e de combustíveis sólidos de elevada eficiência, ambos para emprego em motores espaciais. Também o são, a própria concepção do Veículo Lançador de Satélites (VLS), as bases para o domínio do ciclo completo do átomo e outras iniciativas, inclusive de pesquisa pura.

Com tudo isso, os estrategistas da Aeronáutica instalaram um complexo aeroespacial de forma integrada e unificada, constituído dos seguintes pilares:

Complexo Científico-Tecnológico Aeroespacial – CTA, ITA, INPE etc.;
Indústria Aeroespacial – EMBRAER, CELMA etc.;

Infra-estrutura Aeroespacial – SISCEAB, INFRAERO, Centros de Lançamento de foguetes e veículos espaciais diversos, Centros de testes para pesquisas aeroespaciais etc.;
Aviação Civil – Departamento de Aviação Civil – DAC (hoje, Agência Nacional de Aviação Civil – ANAC.);
Força Aérea Brasileira.

Enquanto estiveram sob a supervisão da Aeronáutica Militar, esses segmentos se desenvolveram e se fortaleceram, despertando o ciúme de uns, pelo poder que representavam, e a cobiça de outros, políticos e oportunistas, pelo potencial de produzir receitas financeiras de vulto.

No ambiente militar, nunca interessou às demais Forças que houvesse essa exclusividade do controle sobre a INFRAERO, o DAC e, até, o SISCEAB, porque dele sempre quiseram compartilhar. Daí, a situação de isolamento em que ficou a Aeronáutica, que só podia contar consigo mesma para conservar a propriedade dos órgãos indispensáveis ao seu funcionamento ideal, os quais ela construiu sozinha.

Neste momento, a forjada crise do controle de tráfego aéreo (apenas em Brasília!?), urdida nos porões do CINDACTA I, configura verdadeira traição nacional, covardemente desencadeada por alguns controladores civis, sindicalistas retrógrados, infiltrados no meio dos controladores militares, estes sérios, os quais representam a indiscutível maioria desses profissionais.

As pessoas que conhecem o sistema sempre souberam que qualquer movimento grevista no seu interior traria dramáticas conseqüências para a sociedade em geral, sem se falar nos prejuízos para a segurança externa do País.

Os controladores de tráfego aéreo representam somente a ponta do “iceberg” nesse imenso e delicado sistema, onde labutam diuturnamente um grande número de brasileiros para mantê-lo, em funcionamento, 365 dias e 6 horas, por ano, 24 horas por dia, 60 minutos por hora e 60 segundos por minuto.

Não são esses poucos controladores os que mais trabalham, nem dos quais se exige maior cultura técnico-profissional, porém, como simples “apertadores de botões” nos “videogames” em que trabalham (que são mantidos por outros), podem interromper ou retardar o funcionamento dos beneficiários de sua atividade fim.

Muito mais cultos tecnologicamente e indispensáveis são os mantenedores dos radares, dos meios de comunicação, dos laboratórios de inspeção em vôo, dos meios de cartografia e geodésia, dos estabelecimentos de formação de pessoal e, principalmente, dos idealizadores de todos esses sistemas.

Soa ridículo, para os que conhecem medianamente o SISCEAB, ouvir a inconseqüente pregação de privatizar a atividade dos controladores, como se fosse possível isolá-la das demais, ou separar o rio de seu leito.

Soa ridículo ouvir as estultices dos políticos demagogos ou, até, de jornalistas mal preparados, quando repetem, como papagaios, as palavras que lhes põem na boca os arautos do caos, tão ou mais ignorantes do que aqueles, na ânsia de dar notícias alarmantes e, se não as houver, de distorcer as existentes.

Quando se analisa, com equilíbrio, o inopinado em que se instalaram os conflitos e os atrasos de aeronaves, em contrapartida com a presteza com que tudo foi restabelecido [dia em que os controladores foram aquartelados sob pena de corte marcial], surge uma verdade cristalina – nunca houve excesso de tráfego aéreo, nem carência de controladores. O que houve foi falta de espírito público e sobra de permissividade institucional na baderna praticada por uns poucos. Estes, para sua justa e inoportuna reivindicação salarial, não hesitaram em envergonhar o Brasil perante o mundo, nem em induzir a opinião pública internacional a admitir a culpabilidade do serviço nacional de proteção ao vôo (um dos melhores do mundo), no lamentável recente choque de duas aeronaves no ar.

Enquanto demagogos, irresponsáveis e ignorantes preconizam a desmilitarização dos controladores de vôo, surge, insofismável, a certeza de que, não só resta imprescindível sua permanência sob a tutela da Aeronáutica, como também se faz indispensável a expansão dessa militarização para o restante do que tenha sido subtraído do sistema, antes inteiro.

Esta é uma questão de bom senso, de segurança e de sobrevivência para o País e para toda a sociedade brasileira.

Ten.-Brig.-do-Ar Ivan Frota
Presidente do Clube da Aeronáutica

dezembro 27th, 2006 Posted by Mauro Moreira | Economia, Política, Tecnologia, governo | no comments

Cento e oitenta mil empresas vão usar sistema digital para declaração em 2007

Melo

Repórter da Agência Brasil



Brasília – Cerca de 180 mil empresas que têm faturamento acima de R$ 1,2 milhão por ano deverão apresentar, entre os dias 2 de maio e 29 de junho de 2007, a Declaração de Informações Econômico-Fiscais relativa a 2006,por meio de de certificado digital, pela internet. A apresentação é obrigatória.



O programa, que estará disponível na página da Receita na internet, permite maior interação entre as empresas e o fisco sobre os compromissos tributários. No início do mês, a Receita havia informado que essas empresas chegavam a 30 mil em todo o país, mas distribuiu comunicado corrigindo para 180 mil o número das que deverão usar o certificado digital.



A apresentação da declaração é feita pelas empresas que recolhem impostos e contribuições com base no regime de tributação pelo lucro real ou arbitrado, com faturamento acima de R$ 1,2 milhão.

dezembro 27th, 2006 Posted by Diogo S. | Política | no comments

Eu no Garotas!

Aceitei a brincadeira e resolvi participar da promoção de Natal do site das Garotas Que Dizem Ni, e não é que meu texto foi selecionado entre os melhores? Quem quiser conferir é só clicar aqui.

A promoção tinha como tema “Super-Herós” e já foram publicados dois textos.

Aliás, sou fã das Garotas Que Dizem Ni, a leitura é recomendada!

dezembro 26th, 2006 Posted by Ana Dias | internet | no comments

Transposição do São Francisco. Será que agora vai ???

Mauro Moreira.
Depois de um embate digno de um enrredo das novelas de Janet Clair, com direito até a greve de fome de um padre, o Supremo Tribunal Federal parece ter “sacramentado” a decisão do governo federal de realizar o mega projeto de transposição das águas do Rio São Francico.

Foram derrubadas mais de 10(dez) ações que alegavam desde “riscos sociais”, “riscos ambientais”, “escassez de água”, “falhas de projeto” etc.

Assim, com o projeto devidamente “imaculado” pelo STF, fica a pergunta: Será que agora vai ???MARTA SALOMON – SUCURSAL DE BRASÍLIA – Folha de SP.
Suspensa há mais de um ano, a transposição do rio São Francisco -mega obra de mais de R$ 4 bilhões- ganhou ontem sinal verde do STF(Supremo Tribunal Federal) para seguir adiante.

 

Defendido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como uma das marcas de sua gestão, o projeto foi alvo de ações movidas na Justiça por entidades da sociedade civil, procuradores federais e pelos Estados da Bahia ede Sergipe.

 

O despacho assinado pelo ministro Sepúlveda Pertence derrubou mais de dez ações contrárias ao projeto e liberou o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) para conceder a licença de instalação, último pré-requisito para o iníciodas obras.

 

O ministro Pedro Brito (Integração Nacional) prevê para janeiro o lançamento do edital para a construção de 700 quilômetros de canaisde concreto que levarão uma parcela das águas do São Francisco para quatro Estados -Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Paraíba.

 

O projeto será dividido em 14 lotes de obras, que poderão ser ganhos por uma única empreiteira. A licitação de R$ 3,3 bilhões é uma dos maiores negócios do governo Lula.”Com a decisão do Supremo, vamos poder iniciar as obras na primeira quinzena de janeiro”, afirmou o ministro.

 

A primeira etapa do projeto, de captação das águas do São Francisco nas barragens deCabrobó e Itaparica, será executada pelo Batalhão de Engenharia doExército, independentemente da conclusão do processo de licitação.

 

O despacho do ministro Sepúlveda Pertence derrubou, de uma vez, liminares que alegavam sobretudo riscos ambientais e sociais daobra, a falta de disponibilidade de água e falhas no projeto de transposição.A principal oposição à obra partia da Bahia.

 

Na tentativa de suspender o projeto, o bispo de Barra (BA), Luiz Flávio Cappio, fez greve de fome de dez dias em setembro de 2005. Logo depois, o Ministério Público Federal e o Ministério Público Estadual da Bahiaobtiveram liminares para paralisar o projeto.

 

Sem dinheiro para seguir adiante, a transposição do São Francisco dependerátambém de uma autorização extra de gastos em 2007. O projeto de leido Orçamento do ano que vem chegou ao Congresso com umadotação “simbólica” de pouco mais de R$ 100 milhões para a obra.

 

Esse valor ainda foi reduzido no debate parlamentar. “Vamos ter tempo [para obter o crédito extraordinário]. A licitação devedemorar de três a quatro meses”, avaliou o ministro Pedro Brito.

 

Já contando com a liberação da obra pelo STF depois das eleições, o governo preparou o lançamento imediato de edital para contratar o detalhamento do projeto básico da transposição. O edital de cerca deR$ 90 milhões deverá ser lançado na próxima semana.

 

Nos dois últimos anos, a transposição custou aos cofres públicos cerca de R$ 500 milhões. A maior parte do dinheiro foi pago ao consórcio contratado para gerenciar o projeto, a começar pelanegociação das licenças ambientais.

 

Antes de a obra ser suspensa pela Justiça, o governo chegou a pagar indenizações a uma pequena parcela das famílias que terão terras desapropriadas para a passagem dos canais de concreto.

dezembro 25th, 2006 Posted by Mauro Moreira | Economia, Política, meio ambiente | no comments

Invasão de Raves

Como uma endemia que se alastra rapidamente, o Litoral Norte de São Paulo vivencia esse fenômeno moderno da pior maneira posssível, sem estrutura, sem espaços adequados, sem condições ambientais e sem agregar qualidade turística à região.

As festas Rave começam a pipocar de forma clandestina e predatória, passando por cima do Poder Público e da vizinhança, enchendo o bolso de seus organizadores e a paciência dos moradores.

Às vésperas de mais uma mega Rave a ser realizada no Reveillon, em Cambury (mesmo com autorização negada pela prefeitura), a equipe dos Lanterneiros flagrou no último dia 16/12 no sertão de Boiçucanga, mais uma Rave que varou a madrugada, vazando som por 2 km do “epicentro”!


Cenas do “fim de festa”, ao meio dia de 17/12/2006.
Som original. Imagens editadas para preservar a identidade das pessoas que aparecem no vídeo.

Carro da organização.

Restos da bilheteria.

Restos dos freqüentadores.

Imagens: Ana Lúcia Dias.

dezembro 25th, 2006 Posted by Mauro Moreira | Cultura, Política, meio ambiente, musica | no comments

Download de Grande Sertão Veredas


Até o ultimo dia do ano, estará disponível na internet o Download gratuito do livro Grande Sertão: Veredas,do escritor João Guimarães Rosa .

O livro, que completou 50 anos de publicação este ano, pode ser baixado no site www.novafronteira.com.br. A Nova Fronteira pretende colocar brevemente outros títulos na rede, como “Viva o Povo Brasileiro”, de João Ubaldo Ribeiro, e “Quarup”, de Antonio Callado.

dezembro 24th, 2006 Posted by Urbania | Cultura, internet, literatura | no comments

Dicas para um Natal cultural na televisão


Duas dicas bacanas pra você que quer sair da mesmice natalina da televisão, e ainda curte literatura e música:

Na TV Futura às 18:20 hrs, o programa “Afinando a Língua“, apresentado pelo escritor,roteirista e Titâ..eheh ,Tony Bellotto, (aliás um ótimo programa), trz uma edição especial,em que nove bandas e artistas se apresentam e falam sobre a formação dos mesmos.

Entre todos os participantes destaques para: Seu Cuca, Autoramas, Leela e Digital Dub Sound Sistem.

Já na Tv Cultura às 20:30, estréia a série “Sintonia Fina”, que traça um paralelo entre a música popular e a erudita.

A série em 13 episódios tem como objetivo, segundo a emissora, abrir espaço para o universo da música, estimular novos talentos e ampliar a cultura musical, sobretudo a dos jovens.

Destaque para a apresentação de Anelis Assumpção, filha do cantor Itamar Assumpção (1949-2003).

Bom, aproveitando, UM FELIZ NATAL EM NOME DE TODOS OS LANTERNEIROS!!!!
HO- HO-HO!!!!

E QUE TODOS SEJAM SEMPRE BEM VINDOS PARA CONTINUARMOS ILUMINANDO COM MUITA INFORMAÇÃO!!!!

dezembro 24th, 2006 Posted by Urbania | Cultura, literatura, musica | no comments

Fim dos jogos depois das 21h?

Pois é, o Blog do Juca acaba de soltar a info de que na Câmara dos Vereadores da capital paulista foi aprovada em segunda votação uma lei que proíbe jogos de futebol após às 21h…



Bom, nem precisa dizer que isso afeta diretamente a rede do Plim-plim!!! Afinal a hora da novela é sagrada. Mas esse horário de jogos (21:40) tem sido cruel para jogadores e para torcedores, que voltam para a casa por volta das 00h00, quando não atrasam.



É certo que, conhecendo pouco da política brasileira, ouso chutar que a coisa não tem final definido ainda. Tudo pode acontecer. Qual será a pressão da Globo para cima dos vereadores paulistanos? Existirá um meio termo nesse horário?



Lembrando que a Record fez uma proposta para exibir o Campeonato Paulista no horário que os clubes quisessem, além de oferecer mais dinheiro pelo pacote de jogos. Mesmo assim, a Poderosa levou a melhor, afinal os clubes tem rabo preso por causa de outros carnavais!



A seguir cena do próximo capítulo!











dezembro 21st, 2006 Posted by Diogo S. | Esporte, Política | one comment

Extensão Performancing – Editor de Blogs Free – Firefox

Procurando algumas ferramentas para agilizar a postagem aqui no Blog, eu que sou um fanático pela raposinha do Firefox, descobri um Editor de Blogs muuuuito legal, prático e eficaz!

Funciona com o novo Ex-Beta Blogger, além de ser leve, bem clean no visú e rápido na coisa toda!!!

Testem aí, caso não use o Firefox é uma boa hora para mudar do IECA!!!

Baixe o Firefox

Baixe a extensão Performancing – Blog Editor

dezembro 21st, 2006 Posted by Diogo S. | Tecnologia, internet | no comments

Vestibulares 2007 – Boletim

Linksssss

Unicamp 2007
Unicamp divulga lista de aprovados para 2ª fase do Vestibular 2007 e locais de prova

Fuvest 2007
Convocados para a 2ª Fase – e locais de prova

Unesp 2007
Gabaritos e provas
Duas respostas para questão nº 44 de Física

dezembro 20th, 2006 Posted by Diogo S. | Uncategorized | no comments