Ele tem superpoderes.
Pode voar, materializar o que quiser, quem quiser, pode criar tudo e todos e teoricamente inventou quem o inventou. Calma, galera, isso não é papo filosófico nem estou surtando (pelo menos não ainda). O personagem de quadrinhos dessa quarta, foi criado pelo mestre Laerte (Los Três Amigos, Overman, Hugo entre tantos outros), e o personagem/criador é ele mesmo. Deus!
Há alguns anos tive o prazer de ler o livro “Deus Segundo Laerte”, a melhor coletânea de tiras do sábio Senhor, e com certeza sua melhor definição.

Laerte nos dá um Deus bem humorado em situações anotlógicas, com Lúcifer, Santos e Santas, Fiéis e Ateus, jogando baralho com Buda e fazendo milagres como transformar picanha em carvão.
Se os quadrinhos são uma benção melhor termos o próprio criador em uma personificação perfeita. Relax e bem humorado.
O interessante é que, poderia se ttornar polêmico e tal, mas Laerte soube com maestria mostrar um Deus que todos esperem que seja.
Um Deus que ria de si mesmo.
outubro 30th, 2007
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Por Mauro Moreira
Responda rápido: O primeiro invento humano a chegar ao espaço foi mesmo o Sputnik ? E o primeiro invento humano a chegar à lua, foi mesmo o modulo lunar da Apollo-11 ?
Qualquer leitor da grande mídia não teria dúvida em responder afirmativamente a essas questões, porém na história há que se ter cuidado ao distinguir os fatos e a seletividade das versões. Os apelos dessa memória seletiva pululam aqui e ali pela grande mídia.
Recentemente, em 4 de outubro, isso se repetiu mais uma vez com a extensiva cobertura em torno do cinqüentenário do lançamento do Sputnik. Não faltaram aqueles que atribuíram mais uma vez ao evento o suposto pioneirismo de ter inaugurado a era espacial, ou seja, o 1º objeto produzido pelo homem a alcançar o espaço sideral.
Mas, a bem da verdade, um invento humano inaugurou a era espacial muito antes do Sputnik, fato que a grande mídia prefere manter no limbo da história, assim como outros tantos.
Era 3 de outubro de 1942, exatos 15 anos antes do lançamento do Sputnik, quando da base de Peenemünde, Alemanha, um foguete A-4 (Aggregat-4) produzido pela equipe do cientista Wernher Magnus Maximilliam von Braun, subia vigorosamente a 93km de altitude, ultrapassando os 80km da atmosfera, ganhando pela primeira vez o espaço sideral.
Após o êxito do teste, o A-4 foi então rebatizado por Hitler de Vergeltung Waffe-2, ou V-2, em alusão às chamadas “bombas voadoras” V-1, ou Vergeltung Waffe-1 (Arma de Revanche-1), que a muito já levavam pânico as cidades inglesas.
Carregado de explosivos, o A-4 ou V-2, foi extensamente produzido e utilizado como míssil balístico contra os ingleses. Aliás, o primeiro míssil balístico da história.
Com a queda do 3ºreich em 1944 os aliados prontamente dividiram os espólios de guerra. Grande parte do conhecimento científico e tecnológico da Alemanha dos anos 40, assim como seus próprios cientistas, foram levados aos países vencedores.
Wernher von Braun, passou para a história finalmente como o cientista que, anos depois nos EUA, liderou o projeto Apollo juntamente com uma equipe que contava com uma centena de cientistas igualmente alemães, e que culminou com a chegada do homem a lua.
O incrível feito de Wernher vom Braun desta vez foi continuamente utilizado durante a guerra fria para relegar ao esquecimento no ocidente um outro fato, de que 10 anos antes do modulo lunar da Apollo-11 tocar a lua, a sonda espacial russa Lunik-II já havia feito as primeiras fotografias da face oculta da lua antes de atingir o solo lunar em 13 de setembro de 1959, tornando-se assim o primeiro invento humano a chegar a lua.
Já o projeto do A-4, ou V-2, passou para a história apenas como uma arma terrível e destruidora, despojada que foi do pioneirismo de seu legado científico e tecnológico.
Diria George Santayana (1863-1952): “Aquele que rejeita a história está sujeito a repeti-la”. Embora forjada em contexto diverso, a frase do filósofo não poderia ser mais pontual. Hoje, num mundo pós tudo, e passados mais de 60 anos do holocausto, é cada vez mais recorrente o esforço da grande mídia em relembrar a tragédia das vitimas do nazismo tanto quanto em apagar da memória suas realizações. Como se deixar as futuras gerações uma compreensão maniqueísta do período nazista fosse por si só garantidora de que a história nunca mais se repetirá da mesma maneira.

Acima, uma rara imagem colorida dos preparativos para mais um teste do A-4.
Abaixo, à esquerda, a silhueta sinistra de um lançamento de uma V-1 em direção à cidades inglesas. A direita, o empuxo vigoroso dos motores movidos a etanol, lançam mais um A-4 aos céus.

outubro 25th, 2007
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Mauro Moreira |
Ciência, Cultura, Política, Tecnologia, militar |
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Por Ana Dias
Hoje li na internet que há um polêmico vídeo que mostra o piloto inglês Lewis Hamilton festejando após o Grande Prêmio de Fórmula Um em São Paulo.
F-e-s-t-e-j-a-n-d-o! Ele não tem vergonha? Perde e acha que pode festejar! E ainda disse “Brazil, I Love You”!
Há até link no Youtube para o vídeo, mas corra, porque vídeos polêmicos não ficam muito tempo no ar.
Também li que um galã de hollywood beijou uma brasileira no mar em Malibu! E ela era namorada dele! Impressionante!!!
Hoje o dia foi tão quente, que quase não há espaço para citar tantas notícias relevantes. A Luana Piovani fez topless em Nova York, David Beckham foi eleito o homem mais viril do mundo e Jennifer Lopez foi acusada de dar calote em empresa de aluguel de limusines.
A noiva (quem?) do Latino (quem??) vai ser madrinha de bateria e a Ana Paula Oliveira (quem???) mostrou a barriga num desfile. Ainda flagraram o Wagner Moura viajando pela Europa com a família.
Desse jeito não vai dar, não consigo absorver tanta informação. E o pior é que antes que eu consiga assimilar todos esses fatos importantes, que mexem com a vida de tante gente, outras notícias bombásticas estarão lá, para me atormentar.
Aliás, antes que eu me esqueça, lá vai a notícia mais chocante do dia, que estava escancarada num grande portal de notícias: “De casamento marcado para este mês, termina namoro de Fafá Oliveira e Roberto Rezinsky”.
O quê, não está chocado!?! Não vai chorar, arrancar os cabelos, ranger os dentes? Não vai se perguntar “o que vai ser do mundo agora?”. Pois é, eu também não faço a menor idéia de quem é a Fafá e seu ex-quase-marido. Mas a notícia está lá, em letras garrafais.
Meu mundo desabou!
outubro 24th, 2007
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Ana Dias |
internet |
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Bom, aproveitando o presente de minha família (thanks for all!!) encontrei o herói perfeito pra coluna dessa quarta.
Harvey Pekar.
Harvey Pekar não voa, nem ultrapassa paredes, não tem garras, nem superforça, muito menos cinto de utilidades ou algum veículo. Ele é um ser humano normal, áliás totalmente pessimista, mas um filósofo (ainda que não queira ser) da vida humana.
O melhor? O personagem é o próprio criador, e os personagens e histórias são as pessoas e os fatos em volta do mesmo.
Harvey Pekar, judeu, ameriacano, nasceu dia 08 de outubro de 1939, porém como minha coluna eu falo dos personagens, vamos falar de quando nasceu o personagem.
Harvey (o personagem) nasceu quando Harvey (o criador) ao conheceu Robert Crumb (o maior criador, e desenhista subversivo das hqs de todos os tempos!!), e dar suas idéias de transformar seu dia a dia em quadrinhos. Crumb por sua vez, aceitou, desenhou e criou o “American Splendor”. HQ que retratava uma vida real em quadrinhos. Só isso? Não, é claro que não, posi dentro dessa rotina, Pekar,mostrava seus pensamentos, com ironia, sarcasmo e é claro, muito pessimismo.

Após o sucesso de “American Splendor”, Pekar escreveu como uma Graphic Novel “Our Cancer Year”, sobre a luta de nosso herói contra um cancêr de próstata. È, se O capitão Marvel, não sobreviveu ao câncer, Pekar a dominou.
Ainda assim, ele se aposentou como arquivista de um hosptal em Cleveland, mas o herói deixou um grande legado para os fãs que consideram Pekar como o melhor de todos.
Dica: “Anti-herói Americano”, filme de 2003, mostra em uma mistura de ficçãi e realidade, a trajetória do escritor-personagem Harvey Pekar, inperdível! Ainda mais com o gênio Paul Giamatti, sendo enão interpretando Pekar!. Falem o que quiser, mas um dos melhores atores atualmente.
outubro 24th, 2007
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mutantesonoro |
Cultura, Quadrinhos, cinema |
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Entra e sai,
à noite vem comigo.
Sai comigo um temporal,
volta um dia bem fechado.
Sabe o som, bem sabe o som
Num degrau devagarinho,
Na mudança do tonal,
Vem e vai o vendaval.
Por
Diogo Soares
outubro 23rd, 2007
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Diogo S. |
Cultura, literatura, poesia |
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Ontem à noite, no Rio de Janeiro, o violonista César Faria, 88 anos, pai do músico Paulinho da Viola, morreu
Benedito César Ramos de Faria foi um dos protagonistas, com seu conjunto Época de Ouro, da “resistência” do choro na década de 60, quando outros estilos musicais –especialmente a bossa nova e o rock– dominavam as atenções no Brasil. Teve um carreira de quase sete décadas.
Teve grande parceria com Jacob do Bandolin e mesmo após o fim do Època de Ouro ele influênciou muitos artistas.
César Faria participou de algumas turnês do filho, e também do documentário Paulinho da Viola – Meu tempo é hoje.
No entanto, devido à idade, ele vinha sendo substituído pelo neto, o também violonista João Rabello, como aconteceu nas gravações do recém-lançado “Acústico MTV” de Paulinho da Viola.
O enterro deve que deve ter sido a poucas horas, foi no Cemitério São João Batista, no bairro de Botafogo.
Sem se esquecer também do mestre Paulo Autran, que fique registrado aqui que os bons sempre tem lugar garantido no Paraíso, Olimpo, Valhalan.
A biografia do grupo, e outras informações no site www.epocadeouro.com.br
outubro 21st, 2007
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mutantesonoro |
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Amigos, lanterneiros e afins.
Bom, a partir de muito breve (não falo data, mas a certeza do MUITO BREVE!), publicarei contos de ficção, digamos histórias em palavras (não será em quadrinho, pois não faço propaganda enganosa!!
Cidades fictícias, super-poderes, dramas, ação ,enfim aventuras e desventuras de personagens e suas histórias.
Insônia será a primeira série deles. E outros em produção com o tempo, aparecerão. Na verdade, ia escrever a biografia de um personagem hj, mas me falta tempo e um pouco de inspiração, mas quero ser regular às quartas. Enfim, veremos.
Sei que não tem a ver, mas a goleada da seleção foi demais!! Tá bom, jogo nããão tããão brilhante assim, mas querem mais o que?
Iluminemos amigos!!
outubro 18th, 2007
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mutantesonoro |
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