Era 1990, quando, a então Ministra da Economia do Governo Collor, Zélia Cardoso de Mello, aparecia na mídia ao lado de um protótipo do que viria mais tarde a ser chamado de carro “popular”, ou carro “1.0”, ou ainda, carro “1000”. Começava ali uma saga da engenharia automobilística nacional.
A idéia era de um produto que supostamente pudesse movimentar a indústria novamente, num momento em que, as montadoras viam suas vendas desabarem devido ao vertiginoso enxugamento de liquides no mercado provocado pelo confisco do Plano Collor, e a demissão em massa no setor automobilístico já era dada como certa.
A Fiat propôs ao governo reduzir o IPI de carros com motores de 1000 cilindradas tornando-os mais baratos e acessíveis á população, pelo fato de que esses motores eram mais econômicos, e consequentemente, geravam divisas para o país. Apesar do preço baixo do petróleo no mercado internacional, o Brasil ainda era importador de petróleo. A montadora pelo seu lado se propunha a não mais demitir funcionários e a repassar o valor da redução do imposto ao preço do veículo. Assim, estava dada a possibilidade de finalmente fazer a “roda voltar a girar” num setor estagnado e de grande capilaridade na economia. Parecia uma idéia mágica, e foi!
A Fiat então respondeu habilmente com uma solução de prateleira e em menos de 60 dias apresentou seu carro, uma vez que era a única montadora do país a produzir motores de 1000 cilindradas. As demais montadoras da época, GM, Ford, VW, e mais recentemente a Renault, perceberam a tendência de mercado e correram atrás lançando seus motores 1.0 nos anos seguintes, iniciando uma longa disputa até os dias de hoje pelo melhor motor; mais potente, mais econômico, mais confiável. O resultado, assim como ocorre com o advento do Álcool combustível e dos motores flexíveis, o Brasil se transformou no maior produtor e o maior mercado no mundo para motores 1.0.
O pioneiro em questão foi o motor Fiasa (Fiat) na versão de 994,4 cm3, na verdade, o mesmo polêmico motor Fiasa de 1050 cm3 que equipou o Fiat 147 por vários anos, mas com uma ligeira redução nos pistões, para se adequar à nova legislação para motores “até” 1000cm3. Ainda em 1992 esse mesmo motor produzia apenas 47cv de potência e 7,1mkgf de torque(força). Hoje um motor Fire 1.0 convencional (8 válvulas – aspirado) da mesma marca chega a gerar 73cv de potencia e 9,5mkgf de torque com 100% de gasolina, e até 75cv de potência e 9,9mkgf de torque com 100% de álcool.
Para se ter uma idéia mais clara do que isso representa, um motor 1.0 chega a ter um desempenho semelhante, às vezes superior, a um motor 1.6 da década de 80 e ainda é mais econômico que os motores de qualquer cilindrada daquela época. Hoje um carro “popular” equipado com motor 1.0 chega a fazer 20 km/l de gasolina. E se no inicio dos anos 90 os motores 1.0 sofriam de confiabilidade, hoje motores como o Total Flex 1.0 (VW) chegam a ser vendidos com 1 ano de garantia, mas, “sem limite de quilometragem”, prova inconteste na confiança em sua resistência. Outras marcas oferecem planos de manutenção programada que superam a media anual de quilometragem com que um consumidor brasileiro roda com seu carro.
Essa evolução obviamente não ocorreu da noite para o dia. Graças à eletrônica embarcada e a um extenso trabalho de engenharia; utilizando novos materiais, alterando taxas de compressão, redesenhando e reposicionando componentes; os motores 1.0 de hoje queimam o combustível com mais eficiência e são internamente mais leves o que significa dizer que fazem menos força para movimentarem a si próprios, consequentemente sobem de giro e despejam potência rapidamente, economizando energia para realizarem o mesmo trabalho.
Os motores 1.0 já representaram 70% da produção nacional. Hoje a diferença entre a alíquota de IPI paga por um 1.0 e motores maiores não é mais tão expressiva como anos atrás, mesmo assim, os motores 1.0 ainda representam 55% das vendas. Mas o mais relevante nesses números é que quando olhamos para o macrocosmo econômico onde estão inseridos, quando olhamos, por exemplo, o mercado automobilístico americano com seus carrões com motores a gasolina de até 7000cm3 (7.0), num país altamente dependente de petróleo importado e com o barril do petróleo beirando U$100,00 no mercado internacional, é fácil perceber que, assim como o nosso programa do Álcool e os nossos motores flexíveis, nossos motores 1.0 também cumpriram o seu papel histórico para com o Brasil, e por tanto merecem aqui uma deferência: Longa vida aos nossos pequenos notáveis!
Queridos Lanterneiros, o feixe sonoro está passando por ajustes, então excepcionalmente nessa terça e talvez qinta, não teremos música, mas estamos ajeitando pra iluminar com mais (e melhores) sons pra vcs!
A música é de uma das melhores bandas inglesas do pop mundial. Aliás, música em si é um clássico! Mas o melhor é que está na trilha sonoro do melhor filme do Mundo: (pelo menos do meu mundo eheh). Donnie Darko!
As colunas dos personagens de quadrinhos de quarta tá sainda quase às quintas né?
Foi mal…essa semana deu uma atrazada (apesar de ainda ser quarta eheh), mas vamos lá:
Estava pronto em escrever uma personalidade feminina, mas aproveitando o feriado do dia da consciência negra, encontrei um personagem coadjuvante mas que cabe bem para o momento…até como crítica em como é falha a visão de brasileiros mesmo pelos melhores roteiristas. Gringos.
Mancha Solar, alter-ego de Roberto da Costa, é um mutante capaz de absorver energia solar e converte-la em grande força corporal e resistencia.Ele faz parte parte do universo Marvel da editora homônima.
Beto,como é conhecido pelos amigos tambem é capaz de voar e emitir rajadas de plasma negro.Quando usa seus poderes seu corpo se envolve em chamas negras (lembrando que preto é a cor que mais absorve calor) e seus olhos se tornam brilhantes. Nessa forma solar, Roberto também adquire super-força, mas sua resistência não sofre alteração e por isso ele pode ser ferido como um ser humano qualquer. A origem dessa força descomunal nunca foi explicada.
Foi criado em 1982 por Chris Claremont e Bob Mcleod, surgindo na revista Marvel Graphic Novel 4: New Mutants e foi provavelmente o primeiro personagem brasileiro da Marvel Comics. Fez parte das equipes Novos Mutantes e X-Force. Atualmente (2005) ele é o presidente do Clube do Inferno.
Bem claro, apesar de sempre curtir muito o personagem existem fatos interessantes:
Ele nasceu no Rio de Janeiro(sei, sei), Brasil, e manifestou suas habilidades mutantes pela primeira vez num jogo de futebol (é mesmo?). Seu pai é um megaempresário, chamado Emmanuel (por aí jé começa, afinal Emmanuel não lembra nomes brasileiros né?).
Roberto é um jogador de futebol de nível profissional, que chegou a ser cotado para uma escalação nas olimpíadas. Seus poderes se manifestaram pela primeira vez durante uma briga entre seu time e um outro.
O personagem em questão foi chamado pelo Professo Xavier (X-men), para fazer parte dos Novos Mutantes (grupo de jovens recrutados pelo telepata Xavier), e após alguns anos seu grupo passa a ser chamado X-Force, aonde o jovem vira a casaca, se tornando o vilão Cólera, desvira a casaca , voltando a ser ele mesmo (na verdade essa passagem foi bem estranha e não rolou entre os leitores, e após tantas mudanças na Marvel hoje Roberto gerencia a Corporação X aparecendo muito pouco.
Tive a oportunidade de ler várias histórias do jovem e justamente em um período atribulado, quando seu pai é assassinado e ele se torna mais sério.
Seus poderes em si já sofreram alteração, mas isso não é anormal (já que a Marvel gosta de renovar sempre).
Além de sua cronologia nunca ser muito respeitada fazendo com que o personagem nunca pode ter maior destaque, outros erros são latentes.
Algumas histórias dizem que ele nasceu em São Paulo, outras no Rio de Janeiro. Nas citações de seu passado em relação ao futebol, os times são de origens latinas. O mesmo acontece quando nas legendas, Roberto fala em espanhol (no caso nas edições gringas).
Mas são detalhes de incongruências comuns no que se tratam da visão dos gringos sobre o Brasil.
De qualquer maneira ele é um herói brasileiro, no mercado gringo(o primeiro da Marvel Comics), e como sei que é bem pouco conhecido, fica registrado pra vcs. Ah! sim é claro, ele é Negro, embora anigamente os traços eram mais acentuados, mas com o tempo (o que não faz sentido) ele passou a ser desenhado mais “moreno”, como um efeito meio Michael Jackson, enfim nada a ver.
Bom, semana que vem marmanjos, uma representante do mundo feminino (até que enfim né?) Boa semana a todos e inté!
Ô galera, me desculpe pelo atrazo, mas realmente dia corrido é fogo, então hj 20, já quase 21 de novembro não posso esquecer do dia da conciência negra.
Morando em Salvador, infelismente, não pude documentar a passeata que houve saindo do bairro da Liberdade indo até o Pelourinho. Bem, espero que toda a manifestação e passeata não fique só nisso, mas sem nenhuma hipocrisia, para a força negra, indígena, asiática, branca ,etc… e para todos os sem preconceito,feixe de luz sonora pra vcs!
Mas é óbvio, para homenagear a data comemorativa, dois reprentantes dos negros e da música brasileira juntos:
O grande Milton Nascimento e com todo a reverência, o Mestre Naná Vasconcelos.
êta mudança brusca!
meu cachorro nem me reconhece,
tava se coçando tanto que nem me notou.
êta sono bom de mudança,
pensar o mundo não é pensar a vida.
mas meu cachorro nem me reconhece mais
Nem notou meus óculos novos. Nem minha pulseira de latão.
Cadê a tranquilidade? Cadê aquela baixada no fôlego?
achou? achou? achou?