Aproveitando a cerimônia do Oscar desse ano vamos unir várias coisas:
Ele já ganhou um prêmio pela melhor canção do filme Garotos Incríveis (Wonder Boys)Já lutou pelo direito do boxeador Rubin Carter, que teve sua história transformada em fime em 1999 com Denzel Washingtom, Hurricane. E atriz Cate Blanchett, concorreu o oscar interpretando o cantor-compositor-poeta em questão.
Não preciso falar mais nada. Bob Dylan é o feixe da semana. Hurricane é a música da vez!
http://br.youtube.com/watch?v=EotM7FH8uQg
fevereiro 29th, 2008
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Começarei sendo sincero. Infelismente nunca li nada desse personagem, e torço pra que um dia possa ter algo em minhas mãos e minha coleção.
Howard, The Duck. Provalvemente você que passou a juventude nos anos 80, assim como eu, o conheça do filme “Howard, o Super-Herói”,de 1982 que Subverteu a imagem sarcástica e interessante do pato humanóide a nada (tudo bem confesso queme diverti a primeira vez que vi, mas fala sério… depois de conhecer quadrinhos e aorigem do personagem, aff!!). Mas como já aqui falamos do personagem e não de adaptações.
Criado por Steve Gerber (que falei no post anterior) para ser coadjuvante em uma série de histórias fantásticas, Howard era uma espécie de versão adulta do Pato Donald. Até o típico mau humor do amigo do Mickey estava presente em seus diálogos eseu sucesso diante o publico resultou no lançamento de sua própria revista em janeiro de 1976.
Howard vem de outra realidade. Sua passagem para o Universo Marvel se deu por um acidente. Recrutado pelo mago Dakiml para ajudá-lo a derrotar um inimigo, acabou caindo em um abismo interdimensional e foi parar em Cleveland, onde tenta desesperadamente se tornar um herói e assim ganhar um emprego na polícia, a partir daí começam as aventuras do personagem.
Suas histórias sempre tentam demonstrar o quanto o personagem é diferente de tudo, desde a aparência física ao modo de pensar, fazendo com que tudo passe a ser estranho aos olhos do Pato e, conseqüentemente, ao dos leitores. Há por isso uma grande crítica social à américa da década de 70. Assim assuntos como religião e política eram criticados através de situações esdrúxulas, mais ou menos como os Simpsons fazem hoje em dia.
Com vilões caricatos e críticos a personalidades da sociedade ta qual o Pro-Rata, o mago financeiro (sátira ao empresários de Wall Street) ou o Reverendo John Moon Yuc (uma sátira ao reverendo Moon e sua Igreja da Unificação), Howard também tinha sua musa.

Beverly, uma jovem ruiva apresentada aos leitores já na primeira edição da série mensal, nas histórias não era explícita uma relação de ambos mas havia uma conotação por vezes deixada no ar.
Com roteiros rápidos, críticos e bem humorados, Howard, o Pato, criou uma legião de fãs, mas infelismente com o abandono do seu criador (citado no post anterior), as histórias perderam o pique e sua revista foi cancelada.
Inúmeras tentativas foram refeitas para colocação do personagem no Universo Marvel. A última delas na revista MAX (com contação aduta).
Bem esse sicero fã de personagens bizarros, espera um dia poder ler as aventuras desse bizarro pato
fevereiro 27th, 2008
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…E eu vou me despedindo
No ônibus que pego todos os dias
E o amigo segue o caminho
De volta pra terra fria.
Mas a gente se vê
Talvez amanhã, talvez em milênios
E a gente faz música
Pra celebrar a vida e os bons momentos.
fevereiro 26th, 2008
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mutantesonoro |
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E aqui estou eu novamente, agora relatando a segunda feira de carnaval. Nesse dia retornei ao circuito Barra-Ondina. Sozinho novamente. Tomando os devidos cuidados novamente.
Nada de celular. Só o RG (que fica de conselho de preferência a xerox), e pouco dinheiro (até porque esse já quase não tenho), mas com a vontade de ver essa loucura que se chama Carnaval de Salvador.
Peguei o buzu (ou buzão para os paulistas) e segui adiante, mas como muitas linhas mudam a rota, pois os circuitos são ruas de grande acesso, eu num erro de cálculo desci alguns pontos antes.
Na rua que segui, poderia descer por uma ladeira obscura que me levava a Ondina. mas vi um guarda de um condomínio e perguntei se era o único acesso.
Ele me disse que me poderia passar por ali, se o pagasse 3 reais (Brasil, né?). Paguei 2 e “me piquei”(FUI!).
Seguindo pela Ondina, havia acabado de passar o trio do Olodum, mas confesso que não prestei muita atenção, pois me chamava a atenção a estrutura dos mesmos. E lá fui eu seguindo em frente, sentido contrário ao circuito, até que de repente eu vejo um trio chegando, bem na parte em que afunila a avenida. Aí, eu percebi a roubada que tinha entrado.
O que vinha era o “Camaleão” trio endeusado de Chiclete com Banana. Não gosto da banda, nem das músicas, enfim, era um herege defronte a milhares de fiéis. Se eu ficasse parado era levado. Mas não queria ser levado. A salvação se deu em uma barraca, e eu em cima do meio-fio segurando na armação da mesma e a multidão como loucos se empurrando levava o trio com um som potente, o trio passou e eu segui
Jammil e Uma Noites, Asa de àguia, e outros dessa estirpe passaram quando eu já havia encontrado refúlgio em uma travessa, e na hora desses eu via e me distraia com os tipos estranhos, moças bonitas (principalmente as baianas), e uma ou outra cerveja.
Mas claro, tem as surpresas. Daniela Mercury por exemplo. Também nunca morri de amores, ams é fato que ela manda muito bem no palco e dança pacas! Com grande simpatia ela não faz o show só pros camarotes, mesmo tendo o seu próprio.
Até que tive minha redenção em dois trios: Armandinho, e Expresso 2222.
Armandinho e seus irmãos, com um trio estiloso representando o primeiro trio de seu pai Dodô, e Osmar, mostraram a que vieram com marchinhas agradáveis em um trio sem cordas, totalmente gratuito e sem apertos.

O expresso 2222, també gratuito, nesse dia trouxe Preta Gil. E é o máximo que lerão dela aqui. Jauperi, veio na sequência, mostrando que a Bahia têm MPB de mão cheia com composições bem feitas e uma voz melódica e pra terminar com Pepeu Gomes. Numa metamorfose, que o lembra Maradona, Pepeu, com físico de jogador de baralho, continua destruindo com a guitarra. Sempre gostei dele (como guitarrista , não como cantor).
Agora alegria, comemoração, celebridades à parte, tem uma coisa chata. E triste. Os cordeiros.
A galera que proteje os blocos ganham uma miséria. Aguentam desaforos, empurrões, pelo que constatei não ganham água suficiente e ganham R$20,00 por noite. Um bloco leva de 3 a 4 horas pra atravessar na Avenida. Fora o fato que 90% das pessoas, são negras ou “pardas” como dizem hoje. Ainda que maravilhado como sempre fiquei puto. E fico mais ainda por saber que muitas pessoas se conformam com essa situação. Mas isso é debate pra muitos dias, e eles precisam trabalhar. E comer.
Até nosso último dia, onde tive minha redenção no Pelourinho.
fevereiro 26th, 2008
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Então.
Voltei do exílio. Fidel mandou me soltar agora que não apita nada por lá (será mesmo?).
Brincadeiras à parte. Estou de volta para os controles desta lanterna.
Comprei um notebook. Um Dell Vostro 1000. “O” mais simples da linha deles. Valeu à pena. Ainda estou me acostumando com o teclado, mas ta tudo direitinho. Quem sabe eu faço uma resenha dele dentro de alguns dias, quando estiver mais adaptado e ter fuçado até as digitais de quem montou… Fica dica para quem quer comprar um note de marca com um preço acessível.
Ontem estava vendo o OSCAR 2008. Pelo Plim plim mesmo. Deprimente os cortes com o BBB. Injustificáveis. Afinal acho que quem se interessa por ver o Oscar nem quer ver a casa da globo. Tive de aturar o Bial, achando q estava abafando, tirar sarro do pessoal, mas foi só por um momento. Só um detalhe: Acho que estão inventando muita regra para esse BBB, ninguém mais esta entendendo nada. Eu que peguei o bonde andando não consegui acompanhar as maracutaias das votações e escolhas. Quem dirá o teleespectador mais simples.
Na hora da trasmissão real do OSCAR, nota 9 para Wilker. Gostei da lucidez dos comentários. Simples, diretos e honestos. Mostrou que fez a lição de casa, e opinou decisivamente sobre os filmes deste ano.
Não vou analisar a cerimônia. Infelizmente a tradução simultânea atrapalha mais do que ajuda. E não ajudou em nada o John Stewart com suas piadas infâmes sobre os filhos que estão para nascer este ano. Deixa quieto.
Agora, as premiações este ano foram justas. Falando especificamente na parte principal dos prêmios.
No quesito melhor filme e melhor diretor, se fosse eu dava empate. Que filmaços. Cícero corre para ver no Cinema!!! O cinema hollywoodiano se revigora com esses dois presentes. Estou falando é claro de “Sangue Negro” e “Onde os fracos não têm vez”. São clássicos desde já. Serão falados até o final dos tempos. Obrigatórios para quem curte minimamente esta fabulosa arte do cinema. Paul Thomas Anderson e os Cohen, que já eram tidos por mim como grandes diretores, se superaram. Passaram dos limites. Que produção impecável.
No caso do “Sangue Negro” destaque para a trilha sonora, bem cuidada pelo Jonny Greenwood, baixista do Radiohead. Pelo talento de Daniel Day Lewis. E a surpresa Paul Dano, fazendo um fervoroso líder religioso. Mas a estrela é mesmo o Paul Thomas Anderson. Que cara fantástico esse. Em nenhum momento o espectador se ludibriado, ou tratado como um demente. Está tudo bem montado e azeitado para que se crie este imenso mal estar que vem exalando de todos os cantos. Primeiros anos de extração de petróleo nos EUA. Cada um por si.
No caso do “Onde os fracos não têm vez” é a mesma coisa. Os diretores roubam a cena. Grandes atuações mas que não suplantam a obra como um todo. Destaque para Javier Bardem, Tommy Lee Jones, Josh Brolin e a surpresa Carla Macdonald. Edição impecável, com o humor negro insuperável dos diretores, só que desta vez disfarçado na análise proposta no filme da violência urbana atual. O mal está lá, incorruptível. Que não é mais compreendido. Não é mais linear e dicotômico. Se expressa de outra maneira, uma nova ética.
Vale ir ao cinema.
fevereiro 25th, 2008
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Diogo S. |
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Um diretor sem muitos filmes no currículo, e nenhum deles conhecidos do grande público. Um ator com filmes até famosos, mas considerado pela maioria como canastrão. Uma história com roteiro aparentemente nada original. O resultado disso, poderia ser aquele filme largado e empoeirado direto na prateleira da locadora perto da sua casa. Certo?
Errado. Breakdown – Perseguição implacável (Brakdown, 1997), mostrou que no cinema as coisas não seguem tanta lógica assim

“Após o carro de um casal quebrar em meio à estrada, um caminhoneiro resolve ajudá-los e leva a esposa até um restaurante próximo, onde ela poderá chamar um reboque. Ele consegue consertar o carro sozinho, mas ao ir encontrar sua esposa descobre que ela simplesmente desapareceu.”
Essa é a sinopse. Parece bobo não é? Mas não se engane. Com esse fio de roteiro o diretor Jonathan Moeslow (que futuramente dirigiria Terminator 3), faz com que torçamos desesperadamente pelo personagem interpretado pelo ator Kurt Russel (o canastrão em questão) que está muito bem no filme, e que come o pão que o diabo amassou. Com uma daquelas tramas cheias de surpresa, o filme é diversão na certa, e mesmo hoje onze anos depois, pode alugar sem problemas pois não soa uma coisa datada.
A quem interessar o endereço de pesquisa da ficha técnica está aí: http://www.imdb.com/title/tt0118771/
fevereiro 25th, 2008
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mutantesonoro |
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As aventuras de Cícero e o Carnaval continuam…mas não hoje. Estou esperando acabar a porcaria do Big Bosta Brasil pra ver o Oscar. Espero que como disse o poeta Falcão (não do Rappa, nem do Futsal, o do Brega mesmo), que dê sucessivas cãimbras no ânus de quem teve a brilhante idéia de cortar e cerimônia!!
Mas tudo bem, ao contrário de Gerber, esses já têm seu lugar garantido no inferno (incluindo Pedro Bial e os participantes, É CLARO!!)
fevereiro 24th, 2008
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mutantesonoro |
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Estava eu pesquisando um personagem para a seção HQ na HTTP. Já tinha pensado em falar de Howard, the Duck. E na pesquisa internética, vim saber que seu criador Steve Gerber, Faleceu no último dia 10 deste mes que finda.
Nascido em 20 de setembro de 1947, em St. Louis, Missouri, nos Estados Unidos, Stephen Ross Gerber teve uma longa e importante carreira nos quadrinhos .
Começando cedo (os 14 anos), com o fanzine Headline.Gerber estabeleceu uma amizade por correspondência com Roy Thomas , o levando a um cargo de editor assistente na Marvel, nos anos de 1970.
Inicialmente, ele trabalhou nas revistas Namor, Homem de Ferro e Demolidor, eventualmente escrevendo até o Quarteto Fantástico. Seu estilo característico começou a surgir nos títulos de terror da Marvel, como Creatures on the Loose e Chamber of Chills. Gerber assinou a revista Crazy (uma cópia da Mad) na edição # 14.
Merecido Paraíso a mais um gênio dos quadrinhos!!
Nos Defensores, ele escreveu uma das primeiras tentativas de desconstrução dos super-heróis. O humor psicológico e o bizarro, característica marcante do autor, aparecia nas hitórias do do Homem-Coisa, e também em personagens já existentes como os Guardiões da Galáxia, o Filho de Satã e o Zumbi.
Na “Casa das Idéias”, Gerber se destacou em títulos como Os Defensores; Homem-Coisa; Morbius, o vampiro vivo; e dois personagens que marcaram sua carreira: Omega the Unknown e Howard the Duck.
Howard the Duck é, sem dúvida, o personagem mais conhecido de Gerber, e também o mais complicado de sua carreira. Falaremos do próprio na quarta. Mas posso dizer agora que a Disney ameaçou processar o escritor, devido às semelhanças com o Pato Donald, e foi a aí que Howard ganhou suas calças, para evitar a ação na justiça.
Gerber teve pouquíssima participação no filme de Howard, que teve um desempenho horroroso nos cinemas.
O título da Marvel, o levou a quase pagar o dito cujo.com uma disputa judicial que o fez ser demitido da editora entre 1978 e 1979. Fora do tribunal , um acordo foi resolvido entre gerber e a Editora.
Lembrando que a briga foi justamente pelo não pagamento de direitos autorais (Grande Gerber!!)
Durante o período de disputa com a Marvel, Gerber se juntou a Jack Kirby e juntos produziram, em 1982, a revista Destroyer Duck. O dinheiro arrecadado se destinava a ajudar a ambos os autores em suas batalhas na justiça na luta por seus personagens.
Outros personagens criados (ou co-criados) por Gerber foram: Angar the Screamer (vilão do Punho de Ferro), Destroyer Duck, Doctor Bong, a quinta versão do Sr. Destino que usava um sino no lugar da máscar Mandrill e Nekra (vilões de Shanna e da Mulher-Aranha), Shanna, Samurai de Prata (famoso vilão de Wolverine, entre outros.
Após sua saída da Marvel, Gerber escreveu quadrinhos para a Hanna-Barbera, sob o pseudônimo Reg Everbest, e depois foi trabalhar com animação para TV, nas sequência trabalhando entre outras ditoras na DC e Malibu.
Sua opinião é que nenhum escritor deveria trabalhar com os personagens de outro, sem a aprovação de seu criador. O último trabalho de Steve Gerber foram os roteiros de Sr. Destino para a DC Comics.
Curiosidade: em 1998, a revista Toons Magazine pediu que seus leitores votassem nas 25 melhores séries de desenhos animados de todos os tempos. Steve foi Editor-Chefe dos roteristas de duas destas séries: G.I. Joe (No Brasil Comandos Em Ação) e Dungeons & Dragons (no Brasil Caverna do Dragão) – e recebeu um Emmy por seu trabalho em uma terceira: The Batman/Superman Adventures (As Aventuras de Batman/Super-Homem da década de 90). Steve também foi co-criador e editor-roterista de um cult: o desenho Thundarr the Barbarian (Thundarr o Bárbaro).
Steve Gerber, morreu aos 60 anos de pneumonia. Sofria de fibrose pulmonar, era fumante (parando apenas recentemente por prescrições médicas) e estava à espera de um transplante.
fevereiro 24th, 2008
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mutantesonoro |
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Com 50 anos de Bossa Nova e esse humilde escriba morando em Salvador, acho que unirei o útil ao agradável, homenageando o movimento e um dos grandes mestres que se encantou e homenageou a terra.
Salve a Bossa Nova! Salve Vinícius!
http://br.youtube.com/watch?v=gfwCMV-MkA4
fevereiro 22nd, 2008
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