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De CQC à ADNET. E com mesmo fonema.

Há algumas semanas quero escrever sobre dois programas. Como me falta tempo, acabo não fazendo nada. Então antes que eles fiquem famosos demais (ou acabem) vamos olhar esses dois exemplos de (bom) entretenimento inteligente.

Mais famoso, o CQC (Custe o Que Custar) Estreou na rede Bandeirantes há um mês. Comandado pelo veterano Marcelo Taz, o programa traz uma equipe de repórteres, todos homens, com o objetivo de deixar de saia justa, celebridades, políticos e afins. E antes que alguém pense -Ah! Mas o Vesgo e o Silvio já fazem isso!- saibam que os mesmos, também se inspiraram no próprioMarcelo que nos anos 80 com seu personagem Ernesto Varella, fazia o mesmo, por exemplo, perguntando ao hoje deputado Paulo Maluf : “O Sr. é ladrão?”. Vale a curiosidade de que Varella era acompanhado por um câmera chamado Fernando Meirelles (OH! Deus!).

Marcelo Taz divide a apresentação com mais duas novas revelações do humor: Marco Luque paulista, do, (fetiche das noites paulistanas) Terça Insana. confesso ainda o achar meio perdido,tentando se encontrar nos comentários nem sempre engraçados , e Rafinha Bastos, gaúcho, que se apresentava nos teatros nos chamado stand up, ou seja sem personagens, apenas contando histórias e ótimas gags. Além de apresentador, Rafinha grava matérias externas, denunciando problemas públicos(aliás uma das melhores partes do programa).

Além desse trio temos: Rafael Cortez, Danilo Gentili, Felipe Andreoli e Oscar Filho. O primeiro seria a melhor versão de Vesgo, procurando, celebridades e pseudo-celebridades, testando seus QIs num teste de perguntas e se passando por um reporter que mais fala dele do que do entrevistado. Felipe a Oscar aparecem pouco, mas provocam e são indigestos tanto quanto os outros, gerando por exemplo uma “revistada” de Hector Babenco em Oscar, quando este, se sentiu ofendido pelas perguntas. Já Danilo é um deleite. Seu “repórter inexperiente” é o máximo. Como se fosse um novato ele deixa entrevistados como Marcia Goldshmith e Gretchen, totalmente sem graça. Realmente hilário.

O Programa não é original. Tas adquiriu os direitos da versão nacional pelos seus donos argentinos que há mais de 10 anos pertubam os “Hermanos Famosos”.

O CQC tem ido bem e confesso ter assistidos a todos. Um ou outro quadro não é tão bom, ou não fica tão bom em tal dia, mas isso tudo é questão de adaptação.

Aliás o TOP FIVE, em que eles mostram coisas absurdas e bizarras da tv já vale o ingresso. Ou melhor, as horas perdidas na frente da sua tv.

Não tão conhecido e bem mais artesanal é o 15 minutos. Estreando na nova programação da MTV, o programa, apresentado pelo ator Marcelo Adnet é sem dúvida o melhor programa da MTV Brasil.

Apresentado em seu quarto Adnet, fala de tudo que lhe dá na telha. De Venezuela à Orkut, De gírias à celebridades, tudo é motivo para como dizem aqui em Salvador “esculhambação”. Ele tem a companhiade seu amigo Quiabo, um sujeito que é a síntese do jovem atual. Sabe de tud, menos do mundo ao seu redor.

Hoje por exemplo a tiração de sarro foi da rivalidade de paulistas e cariocas com suas gírias e estilos. Usando uma gíria baiana – Foi Massa!

E é claro, as imitações. Adnet, é um dos melhores imitadores que já vi. Desde os clássicos Silvio Santos, até Dinho Ouro Preto e Marcos Mion.

É uma pena que MTV não é de acesso de todos e que o programa seja tão curto, mas quem puder não perca.

No fim das contas , os dois são programas pra rir e pensar. O que em tempos de Big Brother, Zorra Total, e afins é muita coisa. Muita mesmo.

abril 9th, 2008 Posted by mutantesonoro | Cultura | no comments