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10 anos sem COZY POWELL

Por Mauro Moreira.

Em 05 de abril de 1998 morria num trágico acidente de automóvel um dos maiores bateristas do mundo em todos os tempos.
Para alguns, o maior baterista de hard rock dos anos 70, Cozy Powell foi também um precursor do modo “metal” de tocar bateria, sendo um dos primeiros a usar dois bumbos de forma contínua na construção das “levada”.
Sempre muito solicitado em shows e gravações, deixou marcado para sempre na mente dos fãs a intangível sonoridade que extraía do instrumento tocando em bandas antológicas como: Rainbow, Whitesnake, Black Sabbath e ELP, entre outras.
E, com todo o respeito às disposições em contrário, na opinião deste velho batera que vos escreve, é também dele, Cozy Powell, o mais fantástico solo de bateria da história do rock.
Era 1977, Berlin, em plena guerra fria, quando o público vidrado assistia ao início do solo de bateria de Cozy Powell tocando pelo Rainbow, quando de repente, nada mais nada menos do que o grand finale do concerto “1812″ de Tchaikovsky surgiu aos poucos nas torres de som do show e se fundiu ao solo de Cozy.
Para o público berlinense, que a 16 anos convivia com “o muro”, aquela musica, que contava a história de um povo que contra todas as adversidades vencia finalmente o tirano invasor, soou como os sinos da esperança de um dia ver a cidade novamente unificada.
Naquele momento, diferentemente do que podia se esperar de um solo de bateria, Cozy não “concorreu”, não “disputou”, contra Tchaikovsky, ao invés disso, com reverência ao grande mestre e uma notável consciência e domínio sobre seu instrumento, Cozy fez o solo “conduzindo” a música, explorando cadência e contrapontos, Assumindo assim seu merecido lugar no panteão dos deuses do rock.

Com vocês, o lendário Cozy Powell !

Cozy Powell – 1812

abril 19th, 2008 Posted by Mauro Moreira | Cultura, musica | no comments