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NASCE UM CLÁSSICO

Por Mauro Moreira.

Emocionado. Este foi precisamente o estado em que me percebi ao sair do show de pré-lançamento do álbum “7Cities” da banda “7Cities”, que chega a praça esta semana. Imagino eu que o mesmo se deu com todos os espíritos desarmados, amantes da boa música, que ali se encontravam.
Sem pirotecnia, sem performances, sem exotismos. O 7Cities mostrou um show “limpo”, sustentado do início ao fim apenas pela força de suas músicas, algumas belíssimas, por vezes carregadas de clima e cuidados de produção preciosos, como: “It’s All True” e “Millennium”; ou francas, horizontais, cheias de lirismo, como: “From The Ocean” e “Andromeda”. Até por tanto, teve o 7Cities, o direito, e o “poder” de apresentar um show convencional.
O álbum, aliás, em nada é “original”, “moderno” ou “inovador”, e é justamente nisso que se revela sua virtude. Não se vê nele nenhuma pretensão de “reinventar a roda”. Ao contrário, o que se vê é uma verdadeira aula de como criar impacto, sensações e impressões, lançando mão apenas da boa e velha herança musical trilhada pelos grandes clássicos, sem, no entanto, se deparar com o mal estar do lugar comum, do clichê. Sim, o clichê está lá, e pode ser claramente identificado, mas não desagrada, ao contrario, encanta, porque surge sempre sobriamente resolvido na construção das músicas.
Hoje tal façanha é para poucos, mas a banda enfrentou com brilhantismo o peso da história, o peso de se expor algo que os grandes um dia já fizeram, e mesmo assim, conseguir tocar “corações e mentes”. E fizeram não com ousadia gratuita, fizeram com competência. Ao se ouvir, uma, duas, dez vezes, percebe-se que o álbum é fruto de clara intencionalidade e labor.
Mas, ao menos na formação da banda, o 7Cities se mostra como algo inusitado. Um interessante contraste entre a suavidade, às vezes quase introspectiva, do duo de voz formado por Felipe Aukai e Gustavo Potenza, com o vigor da massa sonora produzida por três virtuoses: Marcelo Dinis (Mark D) na Guitarra solo, Benigno Sobral Jr no Baixo, Marcell Cardoso na Batera. O resultado é um trabalho que consegue permear sem resistências diferentes segmentos de público, pelo menos, entre os que se relacionam com a música sem viés ideológico, apenas por juízo de gosto.
Essa “permeabilidade” alcançada pelo 7Cities talvez explique a escolha do local para o show de pré-lançamento. Diferentemente das tradicionais casas de rock de São Paulo, a opção, um tanto inadequada, foi pela “Na Mata Café”, uma dessas casas de “boy” do Itaim.
A falta de “pedigree” da casa dificilmente passaria despercebida, e não passou! Quase que imediatamente após o show, com o publico ainda inebriado pela “sonzera”, o “mala” que ocupava a técnica da casa, sem a menor noção estética, sem o menor “time”, encheu as caixas de som com… música eletrônica… Parte do publico obviamente vazou sem terminar o ultimo gole.
Os que não tiveram a possibilidade de assistir a esse show, tem agora no lançamento do álbum a oportunidade de um primeiro contato com esse belo trabalho. O som de estúdio, é claro, não tem a mesma ambiência do som ao vivo, e a bem da verdade, também não reproduz a mesma “pegada” e o mesmo “calor” do show, que tive o enorme prazer de presenciar. Por outro lado, nele é possível contemplar mais calmamente os requintes de produção e o bom gosto da proposta.
7Cities é um álbum primoroso, e a musicalidade expressa em algumas de suas faixas o coloca, sem nenhum constrangimento ou complexo tupiniquim, ladeado entre os clássicos do rock.

7Cities

Foto: Adriana Faria

janeiro 22nd, 2008 Posted by Mauro Moreira | Cultura, musica | no comments

Primeiro Post…

É com muito prazer que aceito o convite dos Lanterneiros.com.br para escrever no site!

Tentarei com alguma freqüência dar minha contribuição mais voltado para minha opinião do que de forma jornalística pois infelizmente não herdei este dom.

Logo no primeiro post vou falar de uma coisa que sou completamente apaixonado: Tecnologia. E o sub-tema é uma paixão maior ainda: Celular.

Tenho amigos que não compram celular sem antes falar comigo e receber minha pesquisa com opiniões detalhadas sobre cada aparelho, prós e contras.

Para os que me conhecem já não é segredo minha paixão pelos aparelhos da Nokia. Não só em design e inovação mas principalmente no quesito Resistência/Durabilidade/Vida Útil. Tenho 3 aparelhos Nokia e um deles (3100) já há 4 anos funcionando perfeitamente depois de muitos tombos e arranhões.

Minha atual paixão é o Nokia N95… O que é esse celular?

É uma Câmera Digital Fotográfica de 5MegaPixels com lentes Carl Zeiss (Tessar® Lens) com display de 2,6″QVGA, Rádio FM e MP3 Player com falante Stereo integrado e Fone de Ouvido Stereo acompanham o pacote. Um Memory Stick garante o armazenamento das Fotos e MP3. Para completar nada mais do que o mais completo celular em conectividade: Infra-Vermelho, Bluetooth, USB e ainda tecnologia Wi-Fi que permite navegação na internet através de um Ponto de Acesso ligado à uma Rede Wireless.

Enfim… sonho de consumo!

Para bater esse sonho de consumo só a Apple mesmo… fabricante dos computadores mais confiáveis em toda área de produção/edição/finalização de Imagem, Áudio e Vídeo.

iPHONE – o Celular da Apple!

Logo mais estará habilitado no Brasil… e quando estiver à venda por aqui (por enquanto as unidades que você encontra para venda no Mercado Livre são trazidas de fora do Brasil, importadas) falarei mais sobre ele!!!

Um grande abraço a todos os leitores e aos amigos do Lanterneiros.com.br!

Gus

Gus Potenza é vocalista e guitarrista da banda 7Cities e agora também colaborador do Lanterneiros.com.br

outubro 4th, 2007 Posted by Gus Potenza | Tecnologia, internet, musica | no comments