A partir de hoje até sabe lá quando e semanalmente D MÚVI, estará falando de filmes. Bons, ruins, clássicos, , preminados ou trash. Sem critérios. Filmes que vi, e até que não vi , como a ironia do nome diz, apenas filmes.
Pensei em qual título começar, mas não vou ser clichê de falar de um clássico. Na verdade o título de hoje é o divertido “O Grande Lebowski”.
Dos diretores Ethan e Joel Coen, o Grande Lebowski (The Big Lebowski), filme de 1998, não é nem de longe o melhor dos filmes dos irmãos, mas com certeza é um dos mais divertidos!
Pra quem se lembra, os Coen tem grandes obras, como “Fargo”, “Na roda da Fortuna”, mais recete “O amor custa caro” e o elogiado e indicado “Onde os fracos não tem vez”, do qual aliás os mesmos diretores concorrem a categoria de mehor diretor.
Mas não é de oscar que estamos falando e sim do “O grande Lebowski”

Ele se chama Jeff Lebowski (Jeff Bridges) mas gosta de ser chamado de O Grande Lebowski. Acha-se o cara mais esperto do pedaço, quando na verdade é um desocupado que gasta o seu tempo fumando maconha,ouvindo rock dos anos 60, fumando maconha, jogando boliche e fumando Muita maconha. Com a história se passando em 1991 ele se vê envolvido com bandidos da pesada, advogados atrapalhados, detetives, seqüestradores e, como se não bastasse, com a polícia. Na verdade, “The Dude”, como é conhecido Lebowski, é confundido com um mafioso homônimo. Com sua vida ameaçada Jeff procura seus amigos Walter (John Goodman), um veterano do Vietnã que irá ajudá-lo com seus métodos paranóicos e Theodore (Steve Buscemi, ótimo como sempre). Provocando situações engraçadíssimas que mostram como amigos simplórios são capazes de complicar qualquer coisa, principalmente suas próprias vidas.
As cenas das viagens de Jeff (Bridges) Lebowski são hilárias. O Ator totalmente fora de forma, está hilário e todo o elenco de nomes como Julliane Moore, John Turturro e Phillip Seymor Hoffman, transformam “O Grande Lebowski”, numa pequena obra de muito valor. Naqueles dias em que você não acha o lançamento que tanto queria, é provável que este filme esteja meio perdido nos filmes pouco alugados. É a hora.
Deixo o Link do IMD, pra conferir todo o elenco, nome dos personagens, fotos e etc.
http://imdb.com/title/tt0118715/
fevereiro 11th, 2008
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Por Mauro Moreira
Colaborou Silvana Palmero

Santiago, o mais recente filme do diretor João Moreira Salles, é fruto de um “olhar novo” sobre nove horas de material guardado a 13 anos, resultante de uma primeira tentativa do diretor em realizar um documentário tendo como personagem central seu ex-mordomo, Santiago.
O próprio diretor reconhece que, ao revisitar as nove horas de material inacabado de 13 anos atrás, se depara com cenas que falavam tanto menos sobre Santiago do que sobre a relação dele, João, com seu ex-mordomo. No entanto, em Santiago, o que se vê é um filme em que o diretor desperdiça pela segunda vez o personagem.
Santiago Badariotti Merlo, ex-mordomo da família Salles e falecido a poucos anos, era um argentino, poliglota e fascinado pela história das grandes dinastias do mundo, sobre as quais escreveu organizadamente 30.000 paginas ao longo de sua vida. Pianista, gostava de usar fraque quando tocava Beethoven. Apesar da idade, insinuava domínio nas castanholas e nos passos de dança.
Mesmo tendo em mãos um personagem por demais rico e interessante, o diretor passeia brevemente por essas questões sem se aprofundar, opta no em tanto, por uma excessiva preocupação com a imagem. Cenas como uma garrafa sobre a mesa ou a mesa sem a garrafa, repetidas tomadas da casa abandonada, e a folha seca que cai por duas vezes no mesmo lugar da piscina, são forçosamente elevadas a um grau de importância despropositado em relação ao personagem “central”.
Santiago, o filme; expõem ao público o fracasso de um diretor em realizar um documentário sobre o seu ex-mordomo. As imagens de 13 anos antes, são de um cineasta numa busca grosseira pela melhor cena, entre o clichê barato e a liberdade total, terminando por matar a espontaneidade do próprio personagem.
Na montagem, atual, sobre as imagens, uma narração com voz grave e pausada faz a autocrítica, a mea culpa das cenas, apontando a vergonha do erro em continuar tratando o personagem ainda como serviçal, refletindo a idiossincrasia da relação.
Porém, ao transformar estes momentos numa desculpa póstuma ou numa terapia exposta o diretor novamente coloca a si como protagonista, relegando Santiago novamente à personagem da “sua” casa e das “suas” memórias. Com isso negou ao público pela segunda vez um personagem Santiago com vida própria.
João Moreira Salles disse certa vez ter “dúvida se o filme interessaria a mais alguém por se tratar de temática muito pessoal”. Francamente em tempos de big brother e web cam, não cremos que isso venha a ser produto de dúvida, certamente não faltarão aqueles que queiram espiar a psique por trás da câmera. Mas, pelo menos a nós e outros tantos, Santiago, o filme; é daqueles eventos que faz o sujeito sair com vontade de pedir o reembolso dos ingressos.
Mas apesar de ruim, Santiago é um filme que tem lá seu valor, pois foi com alívio que assistimos a um filme nacional que não repete a cansativa fórmula de falar sobre regionalismo, violência, miséria, corrupção, etc. Não, Santiago é um filme de temática universal e pelo menos por isso, merece um sonoro parabéns.

novembro 7th, 2007
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Mauro Moreira |
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Ontem dia 05 de novembro fui ao cinema. Pra quem foi, ou imaginou, é isso mesmo. Fui no Cinemark no dia em que a empresa dedica ao cinema nacional. Por R$2,00 assisti a um filme e no caso a renda foi toda dedicada a produção do nosso cinema.
Só posso dizer que é uma atitude (a do Cinemark) louvável. E só. É muito pouco o que uma empresa que cobra R$17,00 aos sábados e em outros casos até R$20,00, por um filme. Um dia no ano para o cinema nacional, claro é melhor que nada, mas realmente é muito pouco.
Aqui em Salvador existe a rede UCI, com uma sala tão ou até melhor do que as do Cinemark, e cobra no máximo R$12,00. E então? Será que não dá pra cobrar mais barato? E outra, será que não dá pra dedicar uma semana pro cinema nacional? Ou dois dias que seja a preços populares? Não por acaso não é? E é aí que vamos pra segunda parte…
Iria assistir “Saneamento Básico”, novo filme de Jorge Furtado, mas pela questão de ingressos e horário, assisti “Não Por Acaso” de Philippe Barcinski. E não por acaso devo dizer que é um filmaço!

Bom, o filme trata de dois personagens. Pedro,montador de mesas de sinuca e Ênio, controlador de tráfego. Os dois , em seus mundos lidam com o controle ao pé da letra. Um controlando de certa forma a cidade e o outro a técnica de domínio em um jogo absurdamente técnico.
A história deles se cruzam de uma maneira que por razões mais do que óbvias não citarei, mas posso dizer que por mais controle que você tenha, uma hora vai se deparar com algo que te deixará, senão descontrolado, totalmente absorto em sentimentos, que o farão decidir algo. Seja lá o que.
Além de toda a parte técnica muito boa (direção, edição, fotografia, montagem e afins), tenho de destacar o elenco e um em especial. Rodrigo Santoro (Pedro), Letícia Sabatela (Lúcia), Branca Messina (Tereza)e Rita Batata (Bia). Todos muito bem em suas atuações, mostrando que isso é cinema. Representar de um jeito simples, pessoas simples, fazendo o expectador se sentir dentro da história, como se acontecesse naquele momento.
Mas realmente para mim o filme é de Leonardo Medeiros (Ênio), o controlador de tráfego, que mostra como como a vida, é simples, mas pelo nosso controle (ou falta dele) podemos contribuir, desviar, prejudicar, Ou seja, o mais controlado pode, e ousando dizer, vai se descontrolar um dia.
Talvez possa não ter passado tanta curiosidade, mas não sou crítico. Mas digo que no final, o filme me deu uma sensação muito boa. E gosto de filmes que me deixam bem. Isso não quer dizer que o filme tenha de ser um mar de rosas.
Assistam e comentem, Não por Acaso, o filme é muito mais do que parece ser. E até ficou bom o trocadilho.
novembro 7th, 2007
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mutantesonoro |
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Em 1973 William Friedkin, diretor norte-americano, assinou um filme que se tornaria clássico do cinema de terror, O Exorcista (The Exorcist).
Se é que alguém ainda não viu, O Exorcista conta a história da doce menina Regan (Linda Blair), possuída por um demônio, e dos esforços da mãe e de dois padres para exorcizar o diabão. Cenas fortes, que chocam até hoje, 34 anos depois.
Pois bem, no ano passado William Fridkin apresentou seu novo trabalho, um filme baseado numa peça de teatro chamado Bug, ou “inseto” em português.
Não é que quiseram ligar um filme ao outro e batizaram a película de Possuídos aqui no Brasil?
Juntando isso a um teaser sem vergonha que vi na TV fica a impressão de que se trata de outro filme de terror com aquele carimbo: “do diretor de O Exorcista” (usado até no site oficial do filme, http://bugthemovie.com/).

Não é um filme sobre possessão demoníaca, não considero nem ao menos um filme de terror, mas um thriller psicológico.
A ação se passa praticamente dentro de um quarto de um hotel de beira de estrada, onde mora uma garçonete, Agnes (Ashley Judd).
Solitária, ela demonstra ter vontade de se esconder das pessoas e carrega seus segredos, entre eles o relacionamento difícil com o ex-marido violento, que acaba de sair da prisão.
Por meio da única amiga que tem, Agnes conhece um sujeito estranho, aparentemente dócil, com quem passa a se relacionar.
Em pouco tempo se revela o problema. Peter (Michael Shannon) vê insetos que não existem. Primeiro nos lençóis que compartilham, depois em todos os lugares, inclusive dentro do próprio corpo.
Insegura, amedrontada e sozinha, Agnes não rejeita Peter, ao contrário, passa a partilhar com ele suas paranóias e alucinações.
As sensações transmitidas pelo filme são muitas, entre elas angústia e claustrofobia. Não é um programa divertido, quando acabou tive a impressão de que não quero rever o filme tão cedo, o que não significa que seja uma obra ruim.
O Exorcista mostrava a menina inocente, invadida por uma entidade ruim, que teve sua mente e corpo transtornados por um ser malévolo, situação que a maioria das pessoas descarta do mundo das possibilidades.
Já Bugs mostra o terror real, aquilo que pode acontecer, o processo de enlouquecimento, da perda da razão.
Portanto, se decidir assistir ao filme, esqueça a referência ao sobrenatural e tenha em mente que serão 102 minutos incômodos.

Não tá vendo, não?
novembro 1st, 2007
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Ana Dias |
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O Diretor do filme “Tropa de Elite” que acaba de estrear nas telonas brasileiras estará no programa Roda Viva da TV Cultura (aquela “cada vez mais pública”).
O filme é baseado num livro escrito por Luiz Eduardo Soares (antropólogo) e dois policiais que apresentam situações do cotidiano do serviço policial no Brasil.
A estréia aqueceu o debate sobre qual o papel da polícia dentro do Estado brasileiro, da questão das drogas na ótica do usuário e também da corrupção na administração pública, passando pelo financiamento de campanha. Antes de seu lançamento ocorreu a distribuição de uma cópia não autorizada, e provavelmente não finalizada, do filme por camelôs de várias capitais brasileiras, suspeita-se até de golpe promocional.
O filme foi rapidamente colocado em exibição para que pudesse entrar na disputa do Oscar, mas acabou perdendo a seleção. O diretor deu de ombros e negou a sua importância.
Esperemos no programa de hoje um debate quente. Espero escrever depois!
Vejam o programa no site oficial
outubro 8th, 2007
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Diogo S. |
Cultura, Política, cinema, governo |
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Agência Brasil
Elza Fiúza/ABr
Brasília - Ministério da Cultura divulgou na internet tabela com os títulos de filmes nacionais a serem exibidos em 2007 e o mínimo de dias de exibição.
Brasília - A tabela com os números mínimos de dias e de títulos de filmes nacionais a serem exibidos em 2007 no país pode ser consultada na página do Ministério da Cultura na internet.
As salas de cinema e os locais de exibição comercial estão obrigados a destinar, no mínimo, 28 dias de suas telas a pelo menos dois filmes de longa-metragem nacionais durante o ano, de acordo com decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Cultura, Gilberto Gil.
A medida é renovada anualmente e leva em consideração a quantidade de salas de projeção no país para determinar as cotas proporcionais por empresa exibidora.
Segundo o Ministério da Cultura, o objetivo do decreto é promover a auto-sustentabilidade da indústria cinematográfica nacional e o aumento da produção e da exibição dos filmes.
janeiro 5th, 2007
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Diogo S. |
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